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domingo, 28 de setembro de 2014

Curiosidades - Mercantilismo

ola pessoal, essas são as curiosidades do mercantilismo, espero ajudar, bons estudos !
Curiosidades do mercantilismo:

O mercantilismo abarcou um conjunto de práticas econômicas surgidas durante o processo de formação das monarquias nacionais. Nesse contexto, os reis foram fortemente apoiados pela burguesia na ampliação de seus domínios políticos e na estruturação de um corpo de funcionários e militares que reafirmavam o seu poder. Em contrapartida, os monarcas concediam favores e privilégios para que os burgueses ampliassem suas fronteiras econômicas.

Progressivamente, alguns reis notaram que o enriquecimento da classe burguesa implicava diretamente no fortalecimento de seu governo. Afinal de contas, quanto mais os comerciantes negociavam, maiores eram os volumes de impostos pagos e destinados para o funcionamento do Estado Nacional. Mesmo não se constituindo como uma teoria econômica formal, o mercantilismo passou a reger as ações políticas de vários monarcas interessados na proteção de sua autoridade.

Uma das primeiras noções mercantilistas que se formaram nessa época, era o chamado metal ismo. Segundo esse princípio, acreditava-se que a riqueza do país poderia ser determinada pelas reservas de metais preciosos e a quantidade de moedas circulando no interior da economia nacional. Quanto maior o número de reservas, maiores eram as garantias que a economia do país passava por um bom momento. Entretanto, como seria possível cumprir essa expectativa imposta pelo metal ismo?

Em alguns poucos casos, os reis europeus incentivavam a exploração dos metais preciosos em seu próprio país. Contudo, já que as reservas de ouro e prata se escasseavam na Europa, diversos monarcas colocavam a procura por metais como uma das principais metas da colonização em terras americanas. Além disso, recomendava-se que as moedas em circulação na economia do país, aumentassem cada vez mais. Daí então, surgia outro princípio do mercantilismo.

Para que as moedas do país não saíssem de sua economia, os reis deveriam tomar medidas que visassem à consolidação da chamada balança comercial favorável. De acordo com esse princípio mercantil, a quantidade de exportações do país deveria ser maior que o número de importações realizadas. Nesse sentido, era necessário que medidas de natureza protecionista impedissem que os produtos estrangeiros tivessem maior aceitação na economia nacional, o que acabava exigindo o gasto de moedas.

Mais uma vez, a colonização viria a colaborar com o estabelecimento da balança comercial favorável. Primeiramente, porque muitas colônias seriam exploradas para fornecerem produtos agrícolas e matéria prima a um custo menor. Com isso, as metrópoles teriam condições de oferecer produtos com preço competitivo no mercado europeu. Além disso, a própria população das colônias garantiria uma balança comercial favorável ao se transformar em mercado consumidor da metrópole Ao longo da Idade Moderna, observamos que Portugal e Espanha despontaram como grandes nações mercantilistas, ao realizarem a sua expansão marítimo-comercial antes que as demais nações européias. Contudo, países como França e Inglaterra, mesmo conquistando suas colônias tardiamente, se mostraram mais hábeis no fortalecimento de suas atividades econômicas.
Os componentes essenciais do mercantilismo são: ba­lança comercial favorável, monopólio e protecionismo. No início a balança comercial era o dado mais importante, fi­cando o monopólio e o protecionismo como instrumentos dela. O monopólio garantido pelo protecionismo depois ganhou mais destaque, passando a constituir o dado essen­cial do sistema mercantilista - seu elemento definidor.

O sistema colonial enquadra-se no mercantilismo, constituindo seu elemento mais importante e favore­cendo, tanto o fortalecimento do Estado como a ascen­são da burguesia.

domingo, 7 de setembro de 2014

Curiosidades - Expansão Marítima

1. Conceito

* Também chamada de Grandes Navegações, foi um movimento que ocorreu na Europa, a partir do séc. XV, quando países europeus – liderados por Portugal e Espanha – lançaram-se na conquista dos mares.

2. Causas

* Catequese: a Igreja Católica desejava conquistar novos fiéis para compensar as perdas na Europa.
* Tecnologias: alguns inventos, como bússola, astrolábio e a caravela tornavam as viagens mais seguras.

* Especiarias: temperos como canela, cravo e pimenta-do-reino custavam caro na Europa e foram uma das principais causas da expansão marítima.

3. Rotas das especiarias

* As rotas mais conhecidas para buscar especiarias eram a rota por terra ou via Mar Mediterrâneo.

* A rota por terra era dominada, geralmente, pelos árabes. Além disso, o percurso era muito grande, o que desestimulava a burguesia.

* A rota pelo Mar Mediterrâneo era dominada pelos italianos – especialmente de Gênova e Veneza.

* Cabia aos portugueses buscar uma rota alternativa. A escolha foi o Oceano Atlântico .

4. Riscos (reais) de navegação

* Além das crenças e superstições da época, os navegadores enfrentavam outras ameaças.

* Problemas como fome, sede, doenças, tédio e tempestades ofereciam perigos reais.

* Desta forma, das embarcações que partiam, poucas retornavam.

5. (Alguns) navegadores portugueses

* Bartolomeu Dias: chegou ao sul da África em 1488, no local denominado Cabo das Tormentas. Este local foi, futuramente, denominado Cabo da Boa Esperança.

* Vasco da Gama: primeiro navegador a atingir a Índia, em 1498. Trouxe um grande carregamento de especiarias.

* Pedro Álvares Cabral: veio ao Brasil, em 1500, antes de seguir até a Índia. A idéia predominante hoje é que esta vinda ao Brasil foi intencional. 
  
6. (Alguns) navegadores espanhóis 

* Cristóvão Colombo: era genôves, mas navegou em nome da coroa espanhola. Propôs a chegada na Índia navegando em sentido Oeste, mas acabou alcançando a América, em 1492.

* Fernão de Magalhães: era português, mas navegou pela Espanha. Comandou a expedição que efetuou a primeira circo navegação do planeta, partindo em 1519.

* Hernán Cortés: conquistou o Império Asteca, em 1519, no atual México.

* A Espanha entrou atrasada em relação à Portugal na conquista dos mares, pois estava expulsando os mulçumanos de seu território, na chamada Reconquista .

7. A divisão do mundo...

* Para dividir as terras conquistadas (Novo Mundo) entre Portugal e Espanha, foram criados dois documentos:

* Bula Intercoetera: foi assinada em 1493, pelo papa Alexandre VI, e dividia as novas terras através de um meridiano situado a 100 léguas da ilha de Cabo Verde. Portugal não se beneficiava com esta divisão, e exigiu um novo documento.

* Tratado de Tordesilhas: foi assinado em 1494, por pressões de Portugal. Estabelecia um meridiano situado a 370 léguas a partir da ilha de Cabo Verde.

* Estes documentos foram questionados por outros países europeus que não participaram desta divisão.